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Sempre tive medo de permanecer.
PASSE O MOUSE NA IMAGEM. MÁGICO. /E, no fim, que o último gosto que fique na boca seja bom, seja muito bom. Seja um gosto de ‘valeu a pena, doeu, mas valeu a pena’. Que os adeuses se mostrem sempre assim, dito pelo não dito, findo e calmo, que todas as despedidas sejam breves e sem palavras; que a dor doa silenciosa, doa, doa e sare. Que as chegadas sejam impetuosas, que as idas sejam todas decisivas, mas que nem todas tenham volta. Que todos os fins sejam doces, que deixem a nostalgia de um ‘até logo’ nos lábios, que todos os fins deixem lembranças, e que todas essas lembranças esquentem a vida em meio a tantas partidas secas e amores mornos. (imakedamnsure).
theme by desesperançoso. don't fuckin' copy.
Eu sofro sendo assim, eu sofro porque, quando você acha mais da metade do mundo babaca, você passa muito tempo sozinho.
Tati Benardi  (via verborragias)


gabitonunes:

“Amando, somos dois loucos atrás do irrealizável, desafiando a ordem e o sentido das coisas, sempre em comum acordo. O companheirismo é o mais perto que podemos alcançar de ser uma laranja inteira, a tampa de uma panela, um chinelo velho. Não é exatamente o céu, mas fica por ali.”

Gabito Nunes










Meu maior medo é viver sozinho e não ter fé para receber um mundo diferente e não ter paz para se despedir. Meu maior medo é almoçar sozinho, jantar sozinho e me esforçar em me manter ocupado para não provocar compaixão dos garçons. Meu maior medo é ajudar as pessoas porque não sei me ajudar. Meu maior medo é desperdiçar espaço em uma cama de casal, sem acordar durante a chuva mais revolta, sem adormecer diante da chuva mais branda. Meu maior medo é a necessidade de ligar a tevê enquanto tomo banho. Meu maior medo é conversar com o rádio em engarrafamento. Meu maior medo é enfrentar um final de semana sozinho depois de ouvir os programas de meus colegas de trabalho. Meu maior medo é a segunda-feira e me calar para não parecer estranho e anti-social. Meu maior medo é escavar a noite para encontrar um par e voltar mais solteiro do que antes. Meu maior medo é não conseguir acabar uma cerveja sozinho. Meu maior medo é a indecisão ao escolher um presente para mim. Meu maior medo é a expectativa de dar certo na família, que não me deixa ao menos dar errado. Meu maior medo é escutar uma música, entender a letra e faltar uma companhia para concordar comigo. Meu maior medo é que a metade do rosto que apanho com a mão seja convencida a partir com a metade do rosto que não alcanço. Meu maior medo é escrever para não pensar.
— Fabrício Carpinejar  (via recantos)


#oi